quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Filosofar além...

A Filosofia Contemporânia,a partir do século XX, contém grupos de filósofos preocupados em estudar a Filosofia da Filosofia,como uma espécie de Metafilosofia.Em meios a vários textos de críticas,os que são mais críticos são os direcionados a questionar a Filosofia de René Descartes.As ideias cartesianas,céticas e racionalistas, criam descontentamento por boa parte de filósofos,como se sua filosofia não fosse suficiente para argumentar ou provar alguma coisa. O texto abaixo de C.-S Peirce é totalmente alticartesiano e descreve bem esse sentimento de insatisfação.
O estado de crença-C.-S.Peirce-Textos anticartesianos
Os princípios expostos em nossa primeira parte conduzem imediatamente a um método que faz atingir uma clareza de ideias bem superior à "ideia distinta"dos lógicos.Reconhecemos que o pensamento é incitado á ação pela irritação da dúvida e cessa quando se atinge a crença:produzir a crença é portanto a única função do pensamento.Essas são,contudo,palavras bem grandiosas para o que quero dizer,parece que vistos através de um microscópio moral.As palavras dúvida e crença,da maneira que empregamos normalmente,são usadas quando se trata de religião e de outros assuntos importantes.
Emprego-as aqui para designar a posição de qualquer questão grande ou pequena e sua solução(...).Qualquer que seja sua origem,a dúvida estimula o espírito a uma atividade fraca ou energética,calma ou violenta.A consciência vê passar depressa ideias que se fundem incessantemente uma na outra-isso pode durar uma fração de segundo,uma hora ou anos-até que finalmente,tudo terminado,tenhamos decidido como agiremos em circunstâncias semelhantes aquelas que causaram a hesitação e a dúvida em nós.Em outras palavras,atingimos o estado de crença.
Referências Bibliográficas:
A Filosofia no século XX- Jean Lacoste

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O homem como um animal político...

Refletindo sobre a virtude política
Atualmente quando se pensa em política, logo vem a mente um conceito distorcido da definição refletida, ou seja, a idéia de que a política se restringe aos homens que governam ou que exercem algum tipo de influência ou poder sobre o país. Pela infame imagem de nosso país, de governantes corruptos, a sociedade tem desenvolvido uma visão crítica positiva, mas de ponto errado, por considerar a política como o palco de baixarias e personagens baixos. Todavia a política é uma virtude, contrária do que o senso comum discute, esta ciência tem como principal função dar ao cidadão o exercer de seus direitos, englobando a busca de um mundo justo e dos seus valores, éticos e morais. Assim como Sócrates e Platão já cultuavam a certeza de que só se constrói uma sociedade que visa o bem geral através da política. Como exemplo do modo simplista que as pessoas vêem a política temos as reposições das aulas aos sábados, causada pelo nova gripe, e principalmente o voto, o que era para se entender como um direito, passou a se entender como um dever ou uma obrigação,causando até repulsa pela maioria que pensam dessa forma.
Uma das melhores definições de política e do homem como um animal político é a de Aristóteles, que diz que todo homem é essencialmente destinado à vida em comum na polis e somente aí se realiza como ser racional. É um animal político por ser exatamente um animal de linguagem, sendo a vida ética e a vida política artes de viver segundo a razão.
"É evidente que a cidade faz parte das coisas naturais, e que o homem é por natureza um animal político. e aquele que por natureza, e não simplesmente por acidente, se encontra fora da cidade ou é um ser degradado ou um ser acima dos homens, segundo Homero (Ilíada, IX, 63) denuncia, tratando-se e alguém: sem linhagem, sem lei, sem lar.Aquele que é naturalmente um marginal ama a guerra, e pode ser comparado a uma peça fora do jogo. Daí a evidência de que o homem é um animal político mais ainda que as abelhas ou que qualquer outro animal gregário. Como dizemos freqüentemente, a natureza não faz nada em vão; ora, o homem é o único entre os animais a ter linguagem (logos). O simples som é uma indicação do prazer ou da cor, estando portanto presente em outros animais, pois a natureza destes consiste em sentir o prazer e a dor e em expressá-los. Mas a linguagem tem como objetivo a manifestação do vantajoso e do desvantajoso e portanto do justo e do injusto. Trata-se de uma característica do homem ser ele o único que tem o senso do bom e do mau, do justo e do injusto, bem como de outras noções deste tipo. É a associação dos que têm em comum essas noções que constitui a família e o estado." (Política - Aristóteles)
Por esses motivos a reflexão da política deve ser incentivada, para que possamos ser cidadãos presentes e lutar por direitos de igualdade e boas condições de vida.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Preservação da Biodiversidade: Respeito a vida

” Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes", assim disse o filósofo Albert Schweitzer em sua "Ética do Respeito a Vida", pensamentos como esse evitariam a perda da Biodiversidade,contribuindo para a preservação da flora e da fauna, pois atualmente a sociedade deveria ser premiada com o troféu motosserra de ouro.
A extinção de uma única espécie pode acarretar diversos problemas para a cadeia alimentar,ou seja, o ciclo natural dos seres vivos,pois quando uma espécie é afetada todas sofrem consequências.O exemplo que comprova isto são os oceanos que estão cada vez mais absorvendo da atmosfera o gás carbônico,isso aumenta a acidez no mar, e coloca em risco a vida dos corais,prejudicando a proteção da costa dos maremotos e sua função de abrigar aproximadamente um terço das espécies marinhas.
O mesmo se aplica à reciclagem,sabe-se que é necessário reciclar,mas muitas vezes não existem postos de coletas, ou simplesmente não são divulgados nos bairros e nas cidades.Assim,o lixo é depositado no meio ambiente e polui o solo e os oceanos.
Um dos principais problemas da sociedade é a desvalorização para com a natureza,as atitudes práticas de preservação ambientais ficam somente na teoria e não acontecem.Se todos olhassem para uma árvore com o amor que um biológo sente,o mundo seria perfeito,pois quando o ser humano "amar seus semelhantes",conseguirá guardar o mundo para o futuro e não só para si,já que não existem soluções,o problema ambiental não pode ser revertido e sim amenizado.Cabe ao mundo atual a responsabilidade de preservar um planeta sustentável e consciente para gerações futuras poderem desfrutar do mesmo.
Autoras:
Aléxia Roche e Karla J.

domingo, 2 de agosto de 2009

A música dos rótulos!

Antes das férias recebi uma peça de Johann Sebastian Bach(1685-1750),"Adagio"(Fragmento do II Movimento do Conserto para Cravo)que me chamou atenção,além da beleza da peça feita para cravo e trascrita para o violão pelo Professor Edson Lopes,algo depertou minha curiosidade: eu já ouvira essa música antes,mas de onde?

Foi onde pesquisei e descobri que a peça de Bach teria sido tema de um certo casal em uma novela,o engraçado é que as pessoas ouviam o tempo todo uma música barroca de Bach e nem mesmo sabiam. A peça foi "regravada" com letra por Caetano Veloso e Flávio Venturini,"Céu de Santo Amaro",depois também descobri que outro cantor também já havia gravado com letra,mas em outro idioma,no inglês,Tony Stevens,o Jessé,denominada "If you could remember".

Para os que se dizem "conhedores" da boa música e músicos, essa versão da peça de Bach é uma vulgarização da música erudita,ainda mais se colocada em um reles tema de novela.
Ouvi um professor de violão erudito,chamar atenção de um aluno porque tinha feito uma adaptação da "9ª Sinfonia de Bethoven" em bossa nova,música popular brasileira.Isso me lembrou um certo depoimento da cantora Ana Carolina sobre seus ouvintes e sua música.Nele,ela comenta que sua música era alternativa,ou seja,era limitada por um grupo de pessoas que só escuta "boa música".Quando pela primeira vez sua música fez parte de um tema de novela e logo tomou conta das rádios obviamente os fãns fizeram críticas pela "popularização" da música da cantora.Infelizmente o mesmo acontece com a música erudita,evitando que as pessoas tenham acesso a ela e ao mesmo tempo a desvalorização de nossos músicos,que fazem músicas que não são "da parada de sucesso".
A contradição está em criticar a falta de valorização dos bons músicos e do incentivo da cultura musical brasileira,mas limitar a música de qualidade para poucos afim de não populariza-la,como se fosse vulgarizar a arte musical.
Infelizmente tratam a música como se tivesse rótulos para destinatários certos,enquanto isso compositores brasileiros,como Villa Lobos, Ernesto Nazareth, Domingos Semenzato,Pixinguinha,Cartola,Tom Jobim permanecem desconhecidos pela maioria, e músicos banais, com músicas sem letra e melodia decentes vendendo milhões de CDS e DVDs.

Para concluir um trecho do artigo do antrópologo Rafael José de Menezes Bastos, sobre a influência da música popular brasileira no Brasil na década de 30 até o Governo Vargas e sua origem de como se difundiu com a música erudita.

"Tipicamente, o que ela faz é vê-la como resultado de processos evolutivos, culturativos e de difusão que têm as músicas folclórica e erudita como matérias primas, transformadas num produto cuja essência é a secularização, a dissolução e a comercialização. Assim, a música popular é vista como uma dupla degeneração: da folclórica, devido à perda de sua propalada autenticidade; da erudita, como conseqüência da falência de sua atribuída sofisticação. Tal ideologia – similar àquela investigada por Middleton (1990) e Hamm (1995) para o caso anglo-saxão –, da mesma maneira que aquela que desenha a fábula em sua variante musicográfica,consolidou-se na musicografia brasileira também nos anos 1930,com base no clássico de Mário de Andrade, A Música e a Canção Populares no Brasil (1962: 153- 188 [1936]). Neste, o uso do pejorativo “popularesca” (: 167) para referir-se à música popular é um sintoma do peso de seu julgamento sobre ela, o que também teve impactos fundos na educação e cultura brasileiras. Apesar de tanta desqualificação, o mínimo que se pode dizer da música popular brasileira é que ela, desde as origens mais antigas, é uma arena absolutamente privilegiada de discussão dos problemas do Brasil. O estado e os governos, como os costumes - envolvendo questões de classe e estilos de vida, étnicas e raciais, de gênero e familiares –, são alguns de seus assuntos preferidos (Menezes Bastos 1996a). Essa inclinação mostrou-se particularmente evidente durante alguns períodos críticos da história do Brasil – como, no século XX, a era Vargas (1930-1945) e o regime militar (1964-1985) -, quando a sociedade se dividiu em posições muitas vezes inconciliáveis. A música popular brasileira tem sido, então, desde sua incepção – anterior à própria Independência 3 -, um universo dialógico crucial no interior do qual a sociedade conversa, negociando armistícios e os destinos do Brasil".

As músicas comentadas no ínicio:

Original: http://www.youtube.com/watch?v=LZS95kso9Yw

Céu de Santo Amaro,Flávio Venturini e Caetano Veloso(letra maravilhosa)

http://www.youtube.com/watch?v=AyQdpN3poO0

Tony Stevens,o Jessé-"If you could remember"

http://www.youtube.com/watch?v=8liNR8T1IJY

Referências Bibliográficas: As Contribuições da Música Popular Brasileira às Músicas Populares do Mundo: Diálogos Transatlânticos Brasil/Europa/África (Primeira Parte) Rafael José de Menezes Bastos

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O homem:um ser político

"Então, Zeus, temendo que a nossa espécie se extinguisse, encarregou Hermes de levar aos homens os dons do pudor e da justiça como norma para a convivência a ligar os ho­mens pêlos laços da civilidade. Depois de estabelecer que o pudor e o senso da justiça fossem repartidos a todos os homens sem exceção, ordena que, em seu nome, todo homem incapaz de pudor e justiça "seja exterminado como se fosse uma peste na sociedade". E assim, a humanidade sobreviveu e progrediu. Em seguida, Protágoras apresenta seus argumentos, tratando a questão "ponto por ponto". Afirma que, em relação às artes, concorda que os profissionais não admitam que amadores dêem palpite. "Mas, quando se delibera sobre política, que se apoia no senso da justiça e na temperança, é adequado admitir todo o tipo de gente a opinar. Pois é necessário que todos tenham parte na virtude da civilidade. Senão, não poderia existir a cidade." Depois, quanto à possibilidade de se ensinar a virtude política, oferece outros argu­mentos: "No ensino da virtude, a tarefa dos pais começa desde os primeiros anos e estende-se até a morte [...]. Cada ato, cada palavra serve de ocasião para uma lição: 'Isto é justo, dizem-lhe, aquilo injusto; isto é belo, aquilo vergonhoso; isto agrada aos deuses, aquilo desagrada; faça isto, não faça aquilo'. [...] Depois, os pequenos são mandados à escola [...]. Ali conhecem as muitas normas, muitas histórias de louvor aos heróis antigos. Ë que se espera que a criança os imite e busque se assemelhar a eles." "Pelo fato de todos ensinarem a virtude, cada um na sua oportunidade, parece que ninguém a ensina. É o mesmo que se dá ao procurar um professor específico para ensinar a falar o grego (nossa língua materna). Não existe tal professor." Depois da exposição da fábula e dos argumentos, Sócrates vira-se para o candidato a discípulo de Protágoras e exclama: "Hipócrates, filho de Apolodoro, como agradeço me fazeres vir a este encontro! Por nada no mundo trocaria o prazer de ter ouvido este discurso de Protágoras".

Tomei a liberdade de resolver os exercícios do caderno do aluno e atrávez do diálogo de Platão montei uma pequena interpretação do texto.
No diálogo de Platão, "Protágoras",apresentam uma das teses mais antigas sobre a virtude política.
O jovem Hipócrates pede para Sócrates que o apresente a Protágoras,afim de tornar-se seu discípulo.Em uma reunião,Protágoras se exibe para uma "plateia" ateniense.Sócrates apresenta Hipócrates a Prótagoras e em seguida o questiona sobre a ciência para qual ele se refere dedica-se e o desafia a provar se realmente a ciência política pode ser ensinada.Então Protágoras se propõe a convencer Sócrates que é possível por meio do que ficou conhecida como "Mito de Protágoras".
Protágoras afirma que a ciência da política é a ciência encarregada de administrar a vida doméstica e a vida nas cidades,além das outras condições que a complementam ou compõe,o pudor e o senso de justiça e temperança.Mas Protágoras estava certo quando afirmou que é possível ensinar uma virtude?Sócrates o interroga em função de ser uma virtude,não específicamente a política.Vendo por esse lado a virtude da política não exatamente pode ser ensinada,mas o homem,como ser racional,conhece o que é certo ou errado,justo ou injusto,pois são valores que afetam a ele diretamente,por exemplo o sentimento de humilhação de injustiça,situações que ferem o sentimento de quem ainda não perdeu toda a capacidade de se indignar.Nesse sentido entende-se que o homem é naturalmente um ser político,pois precisa ser.É necessário que a sociedade estabeleça regras,limites,para que se viva com respeito,igualdade entre os seus semelhantes de maneira mais harmonioza possível.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Os verdadeiros guerreiros

Compartilho aqui um texto dos filósofos Gilles Deleuze e Félix Guattari apresentado em uma das aulas de Filosofia.

Filosofia,ciência e arte-Deleuze e Guattari
"Pedimos somente um pouco de ordem para nos proteger do caos.Nada é mais doloroso,mais angustiante,do que um pensamento que escapa a si mesmo,ideias que fogem,que desaparecem apenas esboçadas,já corroídas pelo aquecimento ou precipitadas em outras,que também não dominamos.São velocidades infinitas,que se confundem com a imobilidade do nada incolor e silencioso que percorrem,sem natureza nem pensamento.É o instante que não sabemos se é longo demais ou curto demais para o tempo.Recebemos chicotadas que latejam como artérias.Perdemos sem cessar nossas ideias.É por isso que queremos tanto agurrar-nos as opiniões prontas.Pedimos somente que nossas ideias jamais teve outro sentido:fornecer-nos regras protetoras,semelhança,contiguidade,causalidade,que nos permitem colocar um pouco de ordem nas ideias,passar,passar de uma a outra segundo uma ordem do espaço e do tempo,impedindo nossa "fantasia"(o delírio,a loucura) de percorrer o Universo no instante, para engendrar nele cavalos alados e dragões de fogo.Mas não haveria nem um pouco de ordem nas ideias,se não houvesse também nas coisas ou estados de coisas,como um anticaos objetivo: "Se o cinábrio fosse ora vermelho,ora preto,ora leve,ora pesado...,minha imaginação não encontraria a ocasiãopara receber,no pensamento,o pesado cinábrio com a representação da cor vermelha".E,enfim,para que haja acordo entre coisas e pensamento,é preciso que a sensação se reproduza,como garantia ou o testemunho de seu acordo,a sensação de pesado cada vez que tomamos o cinábrio,a de vermelho cada vez que o vemos,com nossos órgãos do corpo,que não percebem o presente,sem lhe impor uma conformidade com o passado.É tudo isso que pedimos para formar uma opinião,como uma espécie de "guarda-sol" que nos protege do caos.
Nossas opiniões são feitas de tudo isso.Mas a arte,a ciência,a filosofia exigem mais:traçam planos sobre os caos.Essas três disciplinas não são como as religiões,que invocam dinastias de deuses,ou a epifania de um deus único,para pintar sobre o guarda-sol um firmamento,como as figuras de uma Urdoxa de onde derivariam nossas opiniões.A filosofia,a ciência e arte querem que rasguemos o firmamento e que mergulhemos no caos.Só o vencemos a este preço.Atravessei três vezes o Aqueronte como vencedor.O filósofo,o cientista,o artista parecem retornar do país dos mortos[...]As três disciplinas procedem por crises ou abalos,de maneira diferente,e é a sucessão que permite falar de "progresso" em cada caso.Diríamos que a luta contra o caos implica afinidade com o inimigo,porque uma outra luta se desenvolve e toma mais importância,contra a opinião que,no entanto,pretendia nos proteger do próprio caos."

Como já tinha dito Schopenhauer(em postagens anteriores),a filosofia é um árduo caminho a se percorrer,segundo Deleuze e Guattari um mergulho no caos,mais do que isso é querer mergulhar no caos,afim de criar afinidades com o próprio "inimigo",afinidades para que se possa conhecer seus pontos fracos,é a única maneira de entrar em contato com o mal e sair ileso.Tudo isso porque nossas opiniões são formadas a partir do simples conhecimento empírico,que provém de nossas experiências,mas é muito pobre o conhecimento que deriva dos nossos sentidos e da conformidade com o passado,é exatamente isso que Deleuze e Guattari se referem quanto ao "guarda-sol que nos protege do caos",que na verdade nos esconde a realidade,ao que induz a pensar na "Alegoria da Caverna" de Platão,dos homens dentro de cavernas que só percebem o mínimo de realidade através das sombras na parede.O "guarda-sol" e a "caverna" desempenham o mesmo papel de obstáculos que impedem a visão da realidade.É por isso que a doxa,a pura opinião é insuficiente para a Filosofia,a Ciência e a Arte,é preciso mergulhar no caos,enxergar o que há além do que fica no "guarda-sol" e não temer o que tem a enfrentar,pois os verdadeiros guerreiros não desistem e procuram o bem maior para todos que o cercam.Nas palavras de Schopenhauer:"
"A Filosofia é uma estrada isolada numa grande montanha(...)
Quem a percorre não deve temer,mas deixar tudo para trás e abrir caminho,confiante,na neve do inverno.(...)